Se Jejus voltasse hoje,
Não seria nada parecido
Com o que aconteceu há 2000 anos.
Ele seria professor.
Escorraçado por seus alunos,
Culpado pelos pais
E pelo país
Pelo mal caminho escolhido pelas indefesas crianças.
Talvez seria linchado por justiceiros,
Preso e espancado por policiais e,
Se tentasse enveredar na política,
Seria massacrado e hostilizado pelos seus colegas.
Não entraria no templo de Salomão.
Seria expulso por não ter dinheiro
Ou posses para dar como dízimo.
Seria excluído com a desculpa de
Não seguir os "princípios" cristãos.
Victor da Silva Neris
Modernamente, cotidianamente, inconscientemente, propositalmente, nos perdemos nesse cotidiano maluco. Ora, pois, poesias existem para guiar os cabra desse mundão sem tamanho. Este blog é justamente para isso. Leia e se encontre, ou se perca mais. Afinal, "perder-se também é caminho", Clarice Linspector.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Cigana
Tem a cigana um mistério.
Este enfeitiça os homens
E provoca inveja colossal nas mulheres.
Esse mistério oferece aperitivo no olhar da cigana,
Eternizado nas palavras de Machado.
Olhos de ressaca, dissimulados.
Se uma mulher tem mil olhares,
A cigana tem o olhar de mil mulheres.
Talvez esse seja o porquê de ela atrair tanto
Os olhares infantis dos homens que fitem seus mistérios.
Seu olhar cigano
Provoca nos homens diferentes sensações:
Nuns, medo e aflição;
Noutros, gigantesca curiosidade e paixão.
O sorriso ladino,
Cheio de interrogações,
Desperta a filosofia até dos mais imbecis.
São tantas perguntas sem resposta,
São tantas respostas à busca de suas perguntas.
Uma mistura de tudo,
Um tudo misturado.
Os segredos de uma cigana são tão incógnitos
Quanto seus futuros paradeiros.
Victor da Silva Neris
Este enfeitiça os homens
E provoca inveja colossal nas mulheres.
Esse mistério oferece aperitivo no olhar da cigana,
Eternizado nas palavras de Machado.
Olhos de ressaca, dissimulados.
Se uma mulher tem mil olhares,
A cigana tem o olhar de mil mulheres.
Talvez esse seja o porquê de ela atrair tanto
Os olhares infantis dos homens que fitem seus mistérios.
Seu olhar cigano
Provoca nos homens diferentes sensações:
Nuns, medo e aflição;
Noutros, gigantesca curiosidade e paixão.
O sorriso ladino,
Cheio de interrogações,
Desperta a filosofia até dos mais imbecis.
São tantas perguntas sem resposta,
São tantas respostas à busca de suas perguntas.
Uma mistura de tudo,
Um tudo misturado.
Os segredos de uma cigana são tão incógnitos
Quanto seus futuros paradeiros.
Victor da Silva Neris
sábado, 16 de agosto de 2014
Me desculpa, Lua?
Dia desse olhei pra Lua,
E ela olhou de volta.
Sim! Olhou meio reticente
Como se quisesse me dizer algo.
Então, usei todo meu falar suasório
Para convencê-la a desembuchar.
E ela disse.
Antes não o tivesse feito.
Vomitou verdades em mim.
Quando a fadiga já diminuía seu ímpeto,
Respirou e, com calma atípica,
Pediu desculpas pelo ocorrido.
Mas ela não era culpada.
A elegância ladyana da Lua
Obrigou-a a se desculpar.
O errado era eu.
Por tanto tempo descarreguei sonhos,
Frustrações, desejos e rancores sobre a pobre coitada.
Era ficar um tiquinho triste e lá ia eu reclamar para ela.
Querida Lua, na hora fiquei sem palavras -
Tamanha minha surpresa a sua reação.
Como pedido de desculpas,
Escrevi esses versos.
Prometo não importuná-la com tantas tolices.
Apenas admirar tua eterna beleza.
Victor da Silva Neris
E ela olhou de volta.
Sim! Olhou meio reticente
Como se quisesse me dizer algo.
Então, usei todo meu falar suasório
Para convencê-la a desembuchar.
E ela disse.
Antes não o tivesse feito.
Vomitou verdades em mim.
Quando a fadiga já diminuía seu ímpeto,
Respirou e, com calma atípica,
Pediu desculpas pelo ocorrido.
Mas ela não era culpada.
A elegância ladyana da Lua
Obrigou-a a se desculpar.
O errado era eu.
Por tanto tempo descarreguei sonhos,
Frustrações, desejos e rancores sobre a pobre coitada.
Era ficar um tiquinho triste e lá ia eu reclamar para ela.
Querida Lua, na hora fiquei sem palavras -
Tamanha minha surpresa a sua reação.
Como pedido de desculpas,
Escrevi esses versos.
Prometo não importuná-la com tantas tolices.
Apenas admirar tua eterna beleza.
Victor da Silva Neris
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
O coração é inocente
Um dia parei pra pensar
- deleitosa raridade.
Mas não pra pensar filosoficamente ou
Cientificamente.
Parei pra pensar no que meu coração dizia pensar.
Sim! O coração pensa.
Não é só um estreme poço de emoção.
Sua lógica e raciocínio são complexos para a nossa razão.
Ele grita seus pensamentos a quem quiser ouvir.
Tanto que, às vezes, qualquer um percebe o que o nosso coração quer.
Menos quem deveria escutá-lo: nós.
É deveras complicado saber se a razão é atrasada para entender o coração
Ou se é só um problema de tradução.
Enfim, ouvi-o e me dei conta da falta que me fez não o ter escutado.
Quantas possibilidades! Quantas escolhas erradas.
E não adianta culpá-lo pelo que de mal nos acomete.
A culpa é sempre nossa em não ouvi-lo
Ou entendê-lo.
Então chega de culpar o pobre coitado
Que não é culpado
Das burrices e estupidezes nossas.
Victor da Silva Neris
- deleitosa raridade.
Mas não pra pensar filosoficamente ou
Cientificamente.
Parei pra pensar no que meu coração dizia pensar.
Sim! O coração pensa.
Não é só um estreme poço de emoção.
Sua lógica e raciocínio são complexos para a nossa razão.
Ele grita seus pensamentos a quem quiser ouvir.
Tanto que, às vezes, qualquer um percebe o que o nosso coração quer.
Menos quem deveria escutá-lo: nós.
É deveras complicado saber se a razão é atrasada para entender o coração
Ou se é só um problema de tradução.
Enfim, ouvi-o e me dei conta da falta que me fez não o ter escutado.
Quantas possibilidades! Quantas escolhas erradas.
E não adianta culpá-lo pelo que de mal nos acomete.
A culpa é sempre nossa em não ouvi-lo
Ou entendê-lo.
Então chega de culpar o pobre coitado
Que não é culpado
Das burrices e estupidezes nossas.
Victor da Silva Neris
domingo, 27 de julho de 2014
Quatro da manhã
Quatro horas da manhã.
Sem ter nada pra pensar,
É nessa hora que você vem,
Desfaçada, me atormentar.
É nessa hora que teu rosto
Se faz imposto
E me prende aos teus
E somente teus olhos.
Fico navegando aqui e ali
Por páginas que nunca quis
Ou imaginei passar.
O simples fato de elas me lembrarem você
É suficiente para me prender por alguns segundos.
Quão eternos são estes!
Poderia ficar neles por toda minha existência.
Tê-la em meus pensamentos aparta,
Mesmo que por pouco tempo,
A lembrança da distância que há,
Infelizmente, entre nós.
No relógio já são sete,
Mas em meu coração ainda é só você.
Victor da Silva Neris
Sem ter nada pra pensar,
É nessa hora que você vem,
Desfaçada, me atormentar.
É nessa hora que teu rosto
Se faz imposto
E me prende aos teus
E somente teus olhos.
Fico navegando aqui e ali
Por páginas que nunca quis
Ou imaginei passar.
O simples fato de elas me lembrarem você
É suficiente para me prender por alguns segundos.
Quão eternos são estes!
Poderia ficar neles por toda minha existência.
Tê-la em meus pensamentos aparta,
Mesmo que por pouco tempo,
A lembrança da distância que há,
Infelizmente, entre nós.
No relógio já são sete,
Mas em meu coração ainda é só você.
Victor da Silva Neris
sexta-feira, 27 de junho de 2014
O céu
Tem o céu um ar de mistério.
Onde começa? Onde termina?
Será que ele vai até bem lá em cima?
Alguns se contentam com sua beleza.
Observar já é suficiente.
O misto de cores ao longo do dia
É alimento vital para acalentar a alma.
Para outros contemplar não é o bastante,
É preciso senti-lo mais de perto.
Nas asas de um asa dura ou em qualquer objeto voador,
Adentram esse mar invisível
Tão misterioso quanto o salgado,
Buscando a calma e a paz
Que só o transpassar pelas nuvens proporciona.
Céticos afirmam que o céu tem fim.
Pobres coitados! O céu é infinito!
Pois nele se encontram as respostas das questões mais difíceis,
As inspirações dos poetas
E as saudades dos amantes.
Victor da Silva Neris
Onde começa? Onde termina?
Será que ele vai até bem lá em cima?
Alguns se contentam com sua beleza.
Observar já é suficiente.
O misto de cores ao longo do dia
É alimento vital para acalentar a alma.
Para outros contemplar não é o bastante,
É preciso senti-lo mais de perto.
Nas asas de um asa dura ou em qualquer objeto voador,
Adentram esse mar invisível
Tão misterioso quanto o salgado,
Buscando a calma e a paz
Que só o transpassar pelas nuvens proporciona.
Céticos afirmam que o céu tem fim.
Pobres coitados! O céu é infinito!
Pois nele se encontram as respostas das questões mais difíceis,
As inspirações dos poetas
E as saudades dos amantes.
Victor da Silva Neris
terça-feira, 24 de junho de 2014
Poema Aleatório #42
Até ontem eu era assim:
Meio lá, meio aqui.
Procurava em mim,
Numa jornada sem fim,
Aguardadas respostas
Com vigoroso afim.
Minha essência serafim
Se escondia aqui e ali
Tentando me enganar.
Decidi encerrar aquela balbúrdia.
Com zelosa estapafúrdia,
Eternizei minhas angústias.
Selei-as com cera escura
E mandei entregar na rua São Luís.
Victor da Silva Neris
Meio lá, meio aqui.
Procurava em mim,
Numa jornada sem fim,
Aguardadas respostas
Com vigoroso afim.
Minha essência serafim
Se escondia aqui e ali
Tentando me enganar.
Decidi encerrar aquela balbúrdia.
Com zelosa estapafúrdia,
Eternizei minhas angústias.
Selei-as com cera escura
E mandei entregar na rua São Luís.
Victor da Silva Neris
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