No caminho tinha uma pedra.
Branca, pequenina.
Quem passava por ela
E a olhava mais de perto
Por ali mesmo ficava.
Eternamente preso.
No caminho tinha uma pedra.
No caminho tinha uma pedra... de crack.
Victor da Silva Neris
Modernamente, cotidianamente, inconscientemente, propositalmente, nos perdemos nesse cotidiano maluco. Ora, pois, poesias existem para guiar os cabra desse mundão sem tamanho. Este blog é justamente para isso. Leia e se encontre, ou se perca mais. Afinal, "perder-se também é caminho", Clarice Linspector.
terça-feira, 17 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Eu bem sabia
Eu bem sabia que o teu sorriso me prenderia,
Que ao teu corpo eu sucumbiria
E que à tua boca não resistiria.
Mas a teimosia é meu maior defeito.
Nesse caso, qualidade.
Foi ela que me fez te querer mais ainda.
Achei que seria fácil escapar dos seus encantos,
Mas os desencontros da minha razão
Me libertaram para ti,
Para o amor.
Te encontrei perdido na vida.
Me encontrei na tua companhia.
Mesmo que fosse em meu último dia de vida,
Nosso encontro a pena valeria.
Victor da Silva Neris
Que ao teu corpo eu sucumbiria
E que à tua boca não resistiria.
Mas a teimosia é meu maior defeito.
Nesse caso, qualidade.
Foi ela que me fez te querer mais ainda.
Achei que seria fácil escapar dos seus encantos,
Mas os desencontros da minha razão
Me libertaram para ti,
Para o amor.
Te encontrei perdido na vida.
Me encontrei na tua companhia.
Mesmo que fosse em meu último dia de vida,
Nosso encontro a pena valeria.
Victor da Silva Neris
terça-feira, 10 de junho de 2014
Poema Aleatório #41
Falei com o tempo por horas,
Mas, sem tempo, o tempo nem deu bola.
Indaguei, gritei, esbravejei.
De nada adiantou.
O tempo, quando não quer conversar,
Ignora e ri à beça da nossa aflição.
– Por favor, tempo, seja mais atento! – implorei.
Não teve efeito.
O tempo ignora
Até que seja a hora
De ser feito
O que tem que ser feito.
Victor da Silva Neris
Mas, sem tempo, o tempo nem deu bola.
Indaguei, gritei, esbravejei.
De nada adiantou.
O tempo, quando não quer conversar,
Ignora e ri à beça da nossa aflição.
– Por favor, tempo, seja mais atento! – implorei.
Não teve efeito.
O tempo ignora
Até que seja a hora
De ser feito
O que tem que ser feito.
Victor da Silva Neris
sábado, 7 de junho de 2014
Fotos antigas
Me deu uma louca vontade de ver
Aquelas fotos antigas.
Aquelas mesmas que fiz questão de esquecer.
Esquecer, porque me lembram de um tempo.
Um tempo que, ao mesmo tempo, parece ter sido ontem
E há muito tempo.
Tempo esse que sombreia toda minha existência.
Aliás, que tempo passado não nos sombreia, rodeia?
O pretérito mais que perfeito está aí pra não me deixar mentir.
Foi o passado, principalmente o que ansiamos mais esquecer,
Que nos moldou como somos hoje.
E as mãos desse passado artesão ainda me atormentam.
Fazem-me sentir como se, a qualquer momento,
Fossem me levar de volta ao que eu era.
Parece que essa é a razão delas de ser.
Será que é por isso que todos apagam seus passados,
Ou melhor, fotos antigas?
Será que é porque essas fotos nos façam cair em pranto
Ou gritar ao mundo em Sol maior?
O cerne de tudo não são as fotos,
Embora as coitadas sejam quem paga o preço do nosso desespero, destempero.
Não as abandonar seria um gesto de alma evoluída?
Seria?
Na dúvida, escondo-as bem escondido
Pra que eu as ache em um ou dois cliques.
Victor da Silva Neris
Aquelas fotos antigas.
Aquelas mesmas que fiz questão de esquecer.
Esquecer, porque me lembram de um tempo.
Um tempo que, ao mesmo tempo, parece ter sido ontem
E há muito tempo.
Tempo esse que sombreia toda minha existência.
Aliás, que tempo passado não nos sombreia, rodeia?
O pretérito mais que perfeito está aí pra não me deixar mentir.
Foi o passado, principalmente o que ansiamos mais esquecer,
Que nos moldou como somos hoje.
E as mãos desse passado artesão ainda me atormentam.
Fazem-me sentir como se, a qualquer momento,
Fossem me levar de volta ao que eu era.
Parece que essa é a razão delas de ser.
Será que é por isso que todos apagam seus passados,
Ou melhor, fotos antigas?
Será que é porque essas fotos nos façam cair em pranto
Ou gritar ao mundo em Sol maior?
O cerne de tudo não são as fotos,
Embora as coitadas sejam quem paga o preço do nosso desespero, destempero.
Não as abandonar seria um gesto de alma evoluída?
Seria?
Na dúvida, escondo-as bem escondido
Pra que eu as ache em um ou dois cliques.
Victor da Silva Neris
quinta-feira, 5 de junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
Olhe o pôr do sol, meu bem
Olhe o pôr do sol, meu bem.
Ele leva lá para o além
As tristezas nossas de todo dia.
Olhe o pôr do sol, meu bem,
Que, não sei como nem porque,
Faz o favor de aproximar quem se quer bem
E renova as energias nossas, amém?
Veja o pôr do sol, amor.
Ele acontece quase todo dia.
Vez em quando, uma nuvem arredia,
Por inveja, bloqueia a majestosa luz das seis.
Veja o pôr do sol, amor,
Que, quando encontra o mar, duplica a própria beleza.
E juntos, depois da reza,
Vão se amar à luz da lua e das estrelas.
Victor da Silva Neris
Ele leva lá para o além
As tristezas nossas de todo dia.
Olhe o pôr do sol, meu bem,
Que, não sei como nem porque,
Faz o favor de aproximar quem se quer bem
E renova as energias nossas, amém?
Veja o pôr do sol, amor.
Ele acontece quase todo dia.
Vez em quando, uma nuvem arredia,
Por inveja, bloqueia a majestosa luz das seis.
Veja o pôr do sol, amor,
Que, quando encontra o mar, duplica a própria beleza.
E juntos, depois da reza,
Vão se amar à luz da lua e das estrelas.
Victor da Silva Neris
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Música prometida
Lembra daquela música que eu te prometi
Com rimas variadas aqui e ali?
Sabe aqueles versos apaixonados que escrevi?
Foram todos apagados. Nunca mais os vi.
Não sei se foi a culpa ou se foi a desesperança
Talvez seja o peso de todas as lembranças
Que me impede de dizer o que realmente sinto
Por mais que isso me torture e me tire o fascínio
E sem ele quem eu sou?
E sem você quem eu sou?
Nada mais que um eterno sonhador.
Victor da Silva Neris
Com rimas variadas aqui e ali?
Sabe aqueles versos apaixonados que escrevi?
Foram todos apagados. Nunca mais os vi.
Não sei se foi a culpa ou se foi a desesperança
Talvez seja o peso de todas as lembranças
Que me impede de dizer o que realmente sinto
Por mais que isso me torture e me tire o fascínio
E sem ele quem eu sou?
E sem você quem eu sou?
Nada mais que um eterno sonhador.
Victor da Silva Neris
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