Seja a muda da mudança.
Quem não muda fica mudo e nunca alcança.
A esperança é que é a muda das mudanças.
Seja a muda que muda o mundo e que traz esperança.
Victor da Silva Neris
Modernamente, cotidianamente, inconscientemente, propositalmente, nos perdemos nesse cotidiano maluco. Ora, pois, poesias existem para guiar os cabra desse mundão sem tamanho. Este blog é justamente para isso. Leia e se encontre, ou se perca mais. Afinal, "perder-se também é caminho", Clarice Linspector.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
Poema Aleatório #37
Passa a menina pelo banco da praça;
Passa o menino sem dente e sem graça;
Passa do ponto o ônibus. Fumaça!
Quebrou o motor, passa o mecânico a graxa.
Passa o tempo até que a uva passa passa,
Porque até a uva passa passa.
E você, que nem uva passa é,
Vai se dar ao luxo de ver o tempo passar?
Se manca, mané:
Quem muito tempo parado fica,
Cria bicho de pé!
Victor da Silva Neris
Passa o menino sem dente e sem graça;
Passa do ponto o ônibus. Fumaça!
Quebrou o motor, passa o mecânico a graxa.
Passa o tempo até que a uva passa passa,
Porque até a uva passa passa.
E você, que nem uva passa é,
Vai se dar ao luxo de ver o tempo passar?
Se manca, mané:
Quem muito tempo parado fica,
Cria bicho de pé!
Victor da Silva Neris
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Pequena conversa com Deus acerca das paixões
– Deus, por que nós apaixonamos?
– Se não sabes, é porque nunca se apaixonou.
– Já me apaixonei sim.
– Então, sabes porque se apaixonaste.
– Para sofrer?
– Não.
– Mas inevitavelmente eu sofria.
– Tudo bem, mas sofrer não é o fim das paixões.
– Então é o que?
– O meio.
– O meio?
– Sim. Sem crescer e se fortalecer quando se sofre por
paixões, abandonará o primeiro sofrimento no amor.
Victor da Silva Neris
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Poema Aleatório #36
Há três dias ali,
Um saco de lixo azul estava
Na beira de uma rodovia movimentada.
Três, quatro, cinco mil carros passaram por ele.
Quando o serviço rodoviário foi averiguar…
– Meu Deus, é um corpo!
Victor da Silva Neris
Um saco de lixo azul estava
Na beira de uma rodovia movimentada.
Três, quatro, cinco mil carros passaram por ele.
Quando o serviço rodoviário foi averiguar…
– Meu Deus, é um corpo!
Victor da Silva Neris
domingo, 5 de janeiro de 2014
Poema Aleatório #35
Tento esquecer-te.
Mas, de tanto tentar,
Perduro suas memórias,
Encrostando-as em minh'alma.
Busco, a todo custo,
Com todas as forças,
Apagar o que ainda é teu em mim.
O labor árduo e excruciante
Manduca minhas calmas e meu vigor.
Aflige, de tal modo, que assusta
E me faz questionar se vale a pena
Esquecer-te.
Vale a pena?
Mesmo se a alma ficar pequena
E capenga?
Victor da Silva Neris
Mas, de tanto tentar,
Perduro suas memórias,
Encrostando-as em minh'alma.
Busco, a todo custo,
Com todas as forças,
Apagar o que ainda é teu em mim.
O labor árduo e excruciante
Manduca minhas calmas e meu vigor.
Aflige, de tal modo, que assusta
E me faz questionar se vale a pena
Esquecer-te.
Vale a pena?
Mesmo se a alma ficar pequena
E capenga?
Victor da Silva Neris
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
O que é a vida
Talvez a vida seja um punhado de dias vividos,
Ou, então, uma infinidade de Ciclos de Krebs,
Um depois do outro
Até que o último ocorra.
Talvez a vida seja as nossas experiências,
As nossas lembranças.
A vida pode, ainda, ser o período entre
O primeiro batimento cardíaco do feto e
O último do velho.
Talvez a vida seja um sonho,
Um mero sonho, fruto da imaginação.
Há vários talvez para o que seja a vida.
Não há certezas, porém.
Apenas viva a vida,
Pois quem vive tentando defini-la
Morre sem vivê-la.
Victor da Silva Neris
Ou, então, uma infinidade de Ciclos de Krebs,
Um depois do outro
Até que o último ocorra.
Talvez a vida seja as nossas experiências,
As nossas lembranças.
A vida pode, ainda, ser o período entre
O primeiro batimento cardíaco do feto e
O último do velho.
Talvez a vida seja um sonho,
Um mero sonho, fruto da imaginação.
Há vários talvez para o que seja a vida.
Não há certezas, porém.
Apenas viva a vida,
Pois quem vive tentando defini-la
Morre sem vivê-la.
Victor da Silva Neris
Nasce o Ano Novo
Sai da casca um novo ano.
Chocado em ninho de esperança e positividade,
Aparece apenas com o bico,
Anunciando boas novas.
Traz - quem sabe - alegrias, conquistas.
Traz felicidade e força de vontade.
Mas ele só traz.
Cabe a nós mantermos o que o novo ano nos trouxe.
E não adiante culpá-lo se não formos bem sucedidos na tarefa.
Aliás, é bem nossa cara culpar a outro ou a outra coisa.
Seja um bom cuidador das coisas que os anos novos trazem.
Seja, pois, feliz.
Victor da Silva Neris
Chocado em ninho de esperança e positividade,
Aparece apenas com o bico,
Anunciando boas novas.
Traz - quem sabe - alegrias, conquistas.
Traz felicidade e força de vontade.
Mas ele só traz.
Cabe a nós mantermos o que o novo ano nos trouxe.
E não adiante culpá-lo se não formos bem sucedidos na tarefa.
Aliás, é bem nossa cara culpar a outro ou a outra coisa.
Seja um bom cuidador das coisas que os anos novos trazem.
Seja, pois, feliz.
Victor da Silva Neris
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